Biografia


Engenheiro Civil José Pedro da Rocha Neto


José Pedro da Rocha Neto, engenheiro civil, formado pela Escola de Engenharia da Universidade Federal do Paraná em 1964.


Filho de Aristoteles Belo da Rocha e Neolete Schatzmann da Rocha. Nascido no acampamento militar em São João do palmital, então terceiro Distrito de São Francisco do Sul, - Sc. Atualmente Garuva. 27 de abril de 1940. Nessa ocasião seu pai era militar, vinculado ao Quinto Batalhão de Engenharia, exercendo as funções de topografo do exército. Por sua vez, tal Batalhão de Engenharia estava finalizando a estrada rodoviária que interligou Curitiba a Joinville. A mesma fora iniciada ainda no Governo do Presidente Washington Luis, deposto na Revolução Getulista de 1930. Com isto, paralisada. No entanto, a construção da mesma foi retomada por volta de 1938/39 pois o trecho paralisado situava-se entre Tijucas do Sul e São João do Palmital. A partir daí já funcionava a antiga estrada das Três Barras, paralela ao mar, que chegava a Florianópolis e ao Rio Grande do Sul. Em 1939 seus pais, Aristoteles e Neolete que morava na região, se conheceram e se casaram. José Pedro da Rocha Neto nasceu em abril de 1940 havendo em seguida a baixa do exército do seu pai. Com isto, seus pais vieram para o Norte do Paraná.


Nessa ocasião, seu pai ingressou no serviço público estadual e iniciou carreira funcional tendo crescido significativamente na mesma. Decorrente deste crescimento viu-se transferido para várias outras cidades. Sempre assumindo funções mais elevadas. Porém, faleceu em 1951, vítima de acidente rodoviário.


José Pedro da Rocha Neto, cursou o ensino fundamental em várias cidades onde morou. Iniciou e concluiu o curso ginasial em Londrina. Ao finalizar o curso ginasial, e já ao iniciar o curso cientifico, segundo o costume da época, aprendeu datilografia o que lhe possibilitou obter o primeiro emprego. Em seguida, mas ainda cursando o cientifico, foi funcionário da Prefeitura Municipal de Londrina. Mas por pouco tempo, de vez que, ainda no segundo ano deste curso, dirigiu-se a Curitiba matriculando-se no Colégio Estadual do Paraná onde concluiu tal curso. Ao mesmo tempo, trabalhando no período diurno e estudando no período noturno.


Prestou vestibular ao Curso de Engenharia e viu-se aprovado. Portanto, iniciando-o no início de 1960. Nesta ocasião, o Curso de Engenharia estava sediado no prédio, destacado arquitetonicamente, defronte aos Correios de Curitiba. Rua XV de Novembro. Prédio este onde também funcionavam os Cursos de Direito, Odontologia e Medicina, de vez que as instalações do Centro Politécnico, situadas no Jardim América em Curitiba, ainda estavam em construções. Portanto, incompletas. Mas que permitiram o ingresso dos estudantes de engenharia ainda em meados de 1961.


No entanto, ainda no início de 1960, também passou a residir na Casa do Estudante Universitário que, na ótica do mesmo, foi outra grande escola. De destacado aprendizado social, intelectual e de liderança. Morando na mesma, exerceu funções importantes em Diretorias da mesma. Dentre elas, como Diretor do Departamento de Obras, (Gestão do Luís Cesar Gonçalves da Mota), e Diretor do Departamento de Cultura, (Gestão do Hélio Moreira).


Em 1963 viu-se eleito Presidente do Conselho de Acadêmicos dos estudantes de Engenharia junto a Direção da Escola. Na sequência, viu-se lançado candidato a Presidente do Diretório de Engenharia saindo-se vencedor daquela eleição. Nessa condição de Presidente do Diretório Acadêmico teve excelente relacionamento com a Reitoria da Universidade Federal do Paraná bem como com a própria Direção da Escola de Engenharia. Da mesma forma com outros Diretórios Acadêmicos de Faculdades e até mesmo com a UPE, (União Paranaense de Estudantes), bem como com a UNE, União Nacional dos Estudantes, então sediada no Rio de Janeiro. Foi uma grande escola.


Na sequência, mas na condição de Presidente do Diretório Acadêmico, a convite do Departamento de Estado Norte Americano, juntamente com outros seis líderes estudantis universitários, foi aos Estados Unidos. Durante o mês de julho de 1964. No retorno foi intimado pelas Forças Revolucionárias de março de 1964, a prestar depoimento pertinente as atividades estudantis daquela época de vez que a mesmo era defensor das Reformas de Base preconizadas pelo Governo de Jango Goulart. No que era acompanhado pela maioria dos dirigentes estudantis. Na ótica dos mesmos, os que defendiam tais ideias, seriam “comunistas”. No entanto, de forma alguma, no seio estudantil universitário, mesmo advogando tais reformas de base, a maioria estudantil de forma alguma era comunista ou socialista. Prova disto, é que praticamente todos os que se viram convocados a prestar depoimentos, foram inocentados.


Desde que iniciou o Curso Cientifico, até a conclusão do Curso de Engenharia, sempre, e paralelamente, trabalhou nas mais diferentes funções, conforme relatado mais abaixo.


É casado com Marilene da Rocha, natural de Curitiba, tendo os filhos Silvia Maria da Rocha, (fonoaudióloga), José Marcos da Rocha, engenheiro civil, e Helena Maria da Rocha, também fonoaudióloga. Todos já casados há anos.


Memórias Paraná - 2016

Cursos

- Formado em Engenharia Civil em 1964 pela Universidade Federal do Paraná.
- Curso de Administração. (Curso efetuado através do IDORT, Instituto de Desenvolvimento e Organização Racional do Trabalho, órgão vinculado a Fundação Getúlio Vargas. 1968. Voltado para a Administração na Construção Civil. Fundamentado, basicamente em Planejar, Organizar, Chefiar e Controlar.
- Formado em Engenharia de Segurança do Trabalho pela Universidade Estadual de Londrina. 1975.
- Curso para Auditor do Sistema de Gestão da Qualidade para Empresas Construtoras. Promovido por equipe de Auditores do Rio Grande do Sul, (ATSG – Associação Tecnológica para o Sistema de Gestão), fundamentado em Trabalhos de profissionais relacionados a Construção Civil no Estado de São Paulo. Mas utilizando-se de espaço para o pertinente ensino no período noturno disponibilizado pela Universidade Estadual de Maringá. 2000.

Atividades como Professor

- Professor de Cursinho Preparatório ao Vestibular de Engenharia Professor Sandoval Ribas. Curitiba. 1960 e 1961. Meus agradecimentos ao companheiro de turma Miguel Sampol Pou, excelente aluno, já casado naquela época, também professor de Cursinho Preparatório ao vestibular de Engenharia, que muito me ajudou na indicação do meu nome. Fato que me permitiu tranquilidade econômica já de início da minha vida universitária.
- Professor de Topografia para o Departamento de Estrada de Rodagem, na Administração Saul Raiz. 1962/1963.
- Responsável pela Cadeira de Obras Hidráulicas Domiciliares, Gestão do Reitor Oscar Alves, da Universidade Estadual de Londrina, e devidamente aprovado pelo Conselho Federal de Educação. 1975.

Atividades como Estagiário durante o curso de Engenharia

- Estagiário na Empresa de Saneamento Limitada. Cálculo e desenho de instalações hidráulico- sanitárias, bem como rede de água e esgoto urbano. Curitiba.
- Estagiário, como desenhista, no Escritório de Cálculo Estrutural do engenheiro Archimar Amorim. Curitiba. Também por indicação dos companheiros Miguel Sampol Pou que já estagiava no mesmo local.

Atividades de Liderança Estudantil Universitária

- Diretor do Departamento de Obras da Casa do Estudante Universitário em Curitiba. Gestão Luis Cesar Gonçalves da Mota.
- Diretor do Departamento de Cultura da Casa do Estudante Universitário em Curitiba. Gestão Hélio Moreira.
- Presidente do Diretório Acadêmico de Engenharia em Curitiba. 1963/1964.

Funções Públicas como Dirigente Técnico

- Diretor do Departamento de Obras da Prefeitura Municipal de Cambé, Gestão Jacídio Correa, 1966.
- Secretário de obras da Prefeitura Municipal de Cambé. Gestão Roberto Conceição. 1978
- Secretário de Serviços de Pavimentação de Londrina. Gestão José Richa. 1973 a 1975.
- Diretor Técnico da Empresa de Obras Públicas do Paraná – EMOPAR. Gestão do Governador José Richa. 1983.
- Diretor Presidente da Empresa de Obras Públicas do Paraná –EMOPAR. Gestão do Governador José Richa. 1984 a 1985.

Participações em Entidades de Classes

- Conselheiro do CREA/PR, em Curitiba, representando Londrina e região, 1966, 1967, 1968, 1970. (Gestões dos engenheiros Orlando Gonçalves e Elato Silva.
- Primeiro Delegado do CREA, oficialmente, em Londrina e Região, por designação do Presidente do CREA/Pr, Arquiteto Armando Strambi. 1974. Instalada tal Delegacia nas próprias dependências do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina. Anteriormente, existiram os Inspetores do CREA em Londrina. Instalados muitas vezes nos seus próprios escritórios de engenharia. Caso do eng. Celso Alvares Gomes. 1957/58, onde trabalhei inicialmente. Meu primeiro emprego, tendo apenas dezessete anos de idade.
- Presidente do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina. CEAL. 1976
- Delegado do Sinduscon Paraná, Curitiba – (gestão do eng. Felipe Arns – Presidente do Sinduscon Paraná). Delegacia esta que acabou se tornando Sinduscon Norte poucos anos mais tarde. (Sindicato da Industria da Construção do Norte do Paraná).

Acadêmico das Seguintes Academias

Academia Brasileira Rotaria de Letras - Seção do Paraná

Posse dos Acadêmicos José Pedro da Rocha Neto e Francisco Ramos.


Academia Paranaense de Engenharia

Acadêmicos: Eng. Carlos José Marques da Costa Branco e sua esposa Helenida Tauil. Também, os Acadêmicos eng. José Pedro da Rocha Neto e eng. Ricardo Rocha – Presidente do Crea/PR.

Entidade de Prestação de Serviços a Comunidade Londrinense - Rotary Clube Londrina Norte

Ingressado nesse Clube em 1971 e permanecendo no mesmo até os dias de hoje. 2023.


Como responsável técnico de inúmeras obras na região, no Estado ou até mesmo fora do mesmo, através de visitas e recuperações em outros clubes tornou-se meu costume proferir palestras. Muitas das quais, melhor desenvolvidas, tornaram-se livros. Mas anos após. Representando o seu Clube de Serviço, Rotary Clube Londrina Norte, bem como o Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina e o Sinduscon, participou de dezenas de convocações das Autoridades Municipais de Londrina para estudo e posicionamento sobre Planos Urbanos e Viários que houveram, Encaminhamento da melhor solução para captação de água e tratamento da mesma para a cidade e região, Destinação, Separação e Tratamento do Lixo Doméstico da cidade. Bem como, (mas da mesma forma), os Resíduos industriais e, principalmente, os oriundos da Construção Civil.


Atualmente, 2023, juntamente com os companheiros José Botelho, (ex-presidente Rotary Clube Londrina Norte e ex-Governador de Rotary), Elias de Assis Ribeiro, atual Presidente do nosso clube e demais companheiros do mesmo clube rotário, lançou-se a ideia de se construir uma Escola de Belas Artes em Londrina. Para tanto, aproveitando-se de toda a estrutura em concreto armado, bem como arquitetônica, de uma obra significativa, mas que se encontra paralisada e deteriorando-se ao longo de todos estes anos. Prevista para ser o Teatro Municipal de Londrina, mas que sugerimos, nós rotarianos, agora uma Escola de Belas Artes contendo ensinos e aprendizagens voltados para a pintura, escultura, danças, música e escola de teatro propriamente dita. Fato que pode ajudar a própria municipalidade londrinense para uma melhor consecução de verbas estaduais e federais para a efetiva conclusão de tão significativa obra, mas que se encontra paralisada há muitos anos. Degradando-se ao tempo.


Participação no Programa Militão e Militão em 02/08/2023

Empresas Construtoras que participou e ainda participa

Formado em engenharia em 1964, iniciou suas atividades, como profissional liberal ainda vinculado a Prefeitura Municipal de Londrina desde que não conflitantes com tal atividade. Porém, menos de seis meses depois viu-se obrigado a deixar a função pública dado o montante de serviços que se iniciaram.


Para tanto, agora já instalado em escritório próprio, elaborando projetos técnicos de arquitetura, cálculos estruturais em concreto armado, serviços topográficos, projetos e implantação de loteamentos, projetos e execução de instalações hidráulico-sanitárias domiciliares bem como redes de água e esgoto, Caixas de água elevadas, nos diversos loteamentos de Londrina e região. Até mesmo em cidades da região. Inclusive construção da rede de coleta de águas pluviais de cidades e suas respectivas caixas boca de leão e poços de visitas. Igualmente, Sistema de combate a erosão em regiões degradadas.


Em 1966, devido ao aumento dessas atividades, constituiu, juntamente com seu companheiro de turma Massaro Onishi, a Técnica Canadá Engenharia e Construções Civis Limitada. Inicialmente, voltada somente para projetos, loteamentos, e cálculos de estruturas em concreto armado, bem como projetos de instalações domiciliares e redes de água e esgoto dentre outras.


Na sequência, começaram a surgir obras públicas estaduais advindas de Construções escolares, Postos de saúde, Teatros, Caixas D’agua Elevadas Ornamentais, (ou de uso corrente), etc.etc. Também, construções e implantações de sistemas completos de água de cidades desde a captação, adução, reservação, tratamento, elevação e distribuição às cidades propriamente ditas. Da mesma forma, no setor de esgotos.


Ainda no início dessas atividades, surgiram as Centrais Telefônicas, promovidas pela Telepar que iniciava suas atividades. Cabendo-nos participarmos da contratação para as construções propriamente ditas das edificações onde se instalaram os equipamentos pertinentes as centrais telefônicas. Agora, através da Discagem Direta a Distância.


Devido a isto, a Técnica Canadá Engenharia e Construções Civis Limitada, alavancou-se e diferenciou-se na região de Londrina.


Muitos anos depois, os nossos filhos, (meu e os do Massaru Onishi), formaram-se também em Engenharia e na mesma Escola da Universidade Federal do Paraná. Quando isto ocorreu, por escolha dos mesmos, constituíram-se as empresas Regional Planejamento e Construções Civis Limitada bem como a Moencil. (Massaru Onishi Engenharia Civil). A primeira, Regional Planejamento, tendo como sócios eu e o meu filho José Marcos da Rocha. A segunda, Massaru Onishi e seus filhos.


Assim, através da Técnica Canadá Engenharia e Construções Civis Limitada, bem como da Regional Planejamento e Construções Civis Limitada, possuo um invejável currículo de execução de obras e das mais diferentes naturezas. Inclusive, Restauros de importantes edificações históricas.


Palestras realizadas e documentadas


O Paraná em Chamas – Setembro de 2014


A Vida é Um Destino


Apresentação da minha participação na Academia Paranaense de Engenharia


Patrimônio Histórico


Livros Escritos

Após ter completado sessenta anos de idade, ano de 2000, resolvi registrar em livro minhas memórias. No que contei com a sugestão do meu filho eng. José Marcos da Rocha para tanto. Ao mesmo tempo, ele próprio assumindo totalmente a gerencia técnica e administrativa da nossa empresa Regional Planejamento e Construções Civis Ltda. Mas que, de forma alguma, deixei de continuar com minhas atividades profissionais e empresariais nesta referida empresa. Apenas, sobrou-me mais tempo para registrar em livros fatos que ouvi ainda na minha infância ou vivenciei. Obras realizadas, Cargos Públicos, etc.etc. Para tanto, (no que tange a historias familiares), também pesquisando documentalmente junto a Bibliotecas bem como junto ao Arquivo Público do Estado do Paraná em Curitiba, junto a Igrejas, Dioceses, bem como contando com a colaboração do meu aparentado, médico e genealogista, Humberto Lopes que muito me ajudou na pesquisa documental e genealógica.


Iniciei tais livros abordando registros históricos familiares cujas “estórias”” iniciaram-se ainda na minha infância. Os registros, mais fortes em minha mente, eram os decorrentes das “estórias” familiares contadas por minha avó Deolinda dos Santos Vieira, nascida em 1870, quando a mesma nos visitava. Chegando a relatar assuntos pertinentes aos seus próprios pais e avós o que sempre pareceu estranho à minha mãe. Igualmente, fatos relatados pela Tia Corina Rolim Vieira casada com o tio do meu pai. O Aristóteles Alexandre Vieira. Irmão da minha avó Genoveva.


Para tanto, ouvindo nossos outros familiares idosos, pesquisando junto as Igrejas pertinentes aos nascimentos dos mesmos, Dioceses, bem como Bibliotecas Públicas e até mesmo junto ao Arquivo Público do Estado do Paraná. No que contei também com a ajuda e participação do meu aparentado, médico em São Paulo, (pois casado com a neta do irmão da minha avó Genoveva), também genealogista por vocação, o Dr. Humberto Lopes. Sem olvidar a participação do eng. José Carlos Veiga Lopes, (já falecido), também escritor e membro da Academia Paranaense de Letras.


Da mesma forma procedi, mas poucos anos depois, quanto aos familiares ancestrais da minha mãe a fim de registrar também em livro a história familiar da mesma e dos seus antepassados. Através do Arquivo Publico de Joinville consegui identificar o meu bisavô, pelo lado materno, o Jasper Schatzmann, (Gaspar), pois um dos primeiros suiços chegados e documentados na colonização alemã de Joinville. Quanto aos fatos que vivenciei e participei não me foi difícil resgata-los em livros.


Diante disto tudo, acredito que foi o meu próprio destino é que me encaminhou para resgate de tais registros históricos. Tanto pelo lado paterno como materno. Meu pai faleceu em 1951 vítima de acidente rodoviário, com apenas trinta e hum anos de idade, mas que alterou significativamente a nossa vida econômica e social familiar. Época que eu tinha apenas onze anos de idade e o mais velho dos irmãos.


Na sequência, registrei em livros outras diversas vertentes. Inclusive sobre a “rotariana”, pertinente ao meu clube. Rotary Clube Londrina Norte.